“Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!”
(Casimiro de Abreu, A valsa, 1)
Quando eu li esse poema, deu para eu lembrar os momentos quando dançava a valsa com minha esposa. Na valsa as pessoas dançam bem perto, mas quase ao lado do outro. Para dançar da maneira certa você não olha ao seu companheiro. Você está sempre olhando para frente e seu companheiro de dança não está de frente. Eu acho que nesse poema o poeta está mostrando o leitor como a dança é feita. A mulher do poema está dançando a valsa da maneira certa e não está olhando ao seu companheiro. Achei interessante também que no poema parece que o homem não está gostando da valsa e quer que a mulher esteja olhando para ele. Na mente do homem a mulher não está olhando para ele, mas na mente da mulher ela só está fazendo a valsa. Gostei do poema.
Achei interessante esse poema por cause de muitas coisas. Ao ler ele eu fique cantando o poema por causa dos estrofes curtos. Parecia que eu mesmo estava dançando a valsa. Acho que é por isso que ele fez desta maneira. Para nós ler e entender e sentir a valsa ao mesmo tempo.
ReplyDeleteAchei seu comentário muito legal. É sempre bom quando a literatura ou poesia nos faz de lembrar de momentos especiais em nossas vidas. A literatura mais sucedida é aquela que invoca a emoção. Também, esse poema invoca emoção com a mulher que não está reciprocando o interesse que ele está mostrando.
ReplyDeleteNunca pensei na poema desta forma. É uma coisa difícil que acho que todo homem encontra. Nós pensamos, planeamos, e imaginamos tanto quanto a mulher mas por elas não é assim. O nosso problema é que normalmente nós, os homens, interpretemos como falta de interesse. Talvez seja assim, mas pela maior parte as mulheres só estão preocupas com pensamentos não relacionados connosco ou outros homens. Elas apenas estão a fazer a valsa.
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