“Sou sua mulher. Tenho que ir pra onde você for.”
(Dias Gomes, Pagador de Promessas, 27)
Gostei muito dessa parte do drama. Com certeza deve ser muito difícil de ver seu marido dividir sua fazenda, andar com cruz nas costas sete léguas, e pagar a promessa. Em fim ainda ela fica com ele, até andou as léguas com ele e dormiu no chão. Talvez ela estava reclamando o tempo inteiro, mas pelo menos vez a caminhada. Acho que tem mulher que nunca deixaria seu marido dividir sua fazendo nem andaria sete léguas e dormir no chão só para fazer uma promessa dessa por um burro. Dá para ver do texto que ela não gostava de fazer tudo isso, gostei que em fim ela ainda está ao lado dele.
Eu também gosto de pensar nesta ideia, que em nossos dias parece ser antiga, que o casamento é um dever. Não é sempre desfrutável, nem é sempre o que queremos. Mas fazemos este compromisso com uns aos outros e o dever que temos deve ser suficiente para nós ficarmos com o nosso marido ou esposa.
ReplyDeleteEsta parte é muito interessante mas no mesmo tempo ajuda-nos à entender como deve ser. Num mundo que tudo mundo não comprometa com nada é legal que ainda que ela não gostava dele ela ainda seguiu para frente com ele. Ela foi fiel à ele e ao tudo que ele precisava fazer.
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